Voltei. E comigo voltou uma avalanche (que não é avalanche) de emoções contidas. Talvez uma bola de neve de emoções. O que não faz de mim mais intensa. E os outros reapareceram pra mim com os mesmos problemas que me explodem na cabeça. Minha bola de neve de emoções é em relação às outras pessoas.
Ando com pouca paciência e muita preguiça de viver essas sessões diárias de faz-de-conta-que-finjo-muito-bem-que-sou-feliz. E cresce em mim, todos os dias, uma enorme vontade de regurgitar a cada atitude egocêntrica do próximo. Quero regurgitar um monte de palavrão e meu pâncreas sempre que percebo o quão insignificante e merecedor do desprezo é o ser que atropela o mundo carregando em si a infantilidade de não saber lidar com pessoas diferentes daquelas que ele está habituado a conviver.
Posso ser infantil em muitos aspectos, posso carregar e acumular emoções desnecessárias (uma emoção nunca é infantil), posso estar sempre a beira da loucura, posso rir e chorar na hora errada diante de acontecimentos sem sentido e posso não saber conversar com as pessoas direito, mas eu nunca tive a infantilidade de passar por cima de nenhum ser julgado inferior ou superior, apenas pelo prazer de suprir minhas pífias necessidades.
E uso o termo “infantil” por imaginar o tempo todo uma brincadeira de pega-pega ou esconde-esconde de crianças. No “salve-se quem puder” da infância, as atitudes egoístas vem à tona por quase que um instinto (na minha cabeça isso faz sentido). E aí, quando a gente cresce, o orgulho, a consciência e todos os aspectos de nossa índole e de nossa formação interna se tornam o ponto principal para que determinadas atitudes sejam tomadas. E pra mim, vocês egoístas, egocêntricos, umbigos do mundo, são infantis, inseguros, insensíveis e in... enfim...
Vocês, egocêntricos, vivem suas sessões diárias de faz-de-conta-que-finjo-muito-bem-que-sou-feliz de uma maneira triste e, por vezes, sem caráter. Ter orgulho e amor próprio em demasia só prova o tamanho colossal da insegurança que existe em vocês em relação às outras pessoas.
Não sei.. esse texto, o primeiro de 2012, é mais um desabafo. Por estar cansada de conviver com tanta gente que não quer saber da gente. Com tanta gente que acabou me deixando sozinha por medo de sofrer, por medo de perder, por medo de ver. E, sabe, isso me fez questionar: em quem eu posso confiar, afinal? Se atitudes egoístas se sobressaem, com quem eu estou segura? Onde que existe a reciprocidade de sentimentos (não estou falando só de amorzinho e mimimi)? Eu não tô com a cabeça boa há um tempo, mas tudo isso se conecta, pra mim. E esse não é um texto egoísta. É a minha forma de dividir e pensar no outro e dizer, da minha forma confusa, que não é bonito todo esse amor próprio. Você não se torna mais interessante, não é charmoso, não é legalzinho. E eu quero que você mude sua maneira de pensar conforme eu tento perder essa minha mania de querer mudar os outros. E, ah, esse texto não é egoísta porque simplesmente o nome desse blog não me permite.